Entrevista com Massagista na Tailândia: Verdades, Preconceitos e Realidades
Neste artigo exclusivo, compartilhamos uma conversa sincera com uma massagista tailandesa sobre a profissão, os preconceitos enfrentados, experiências com clientes e a realidade por trás das casas de massagem em Bangkok. O conteúdo é uma adaptação de uma entrevista real, com o objetivo de informar e abrir o diálogo sobre temas muitas vezes estigmatizados.
Como você começou a trabalhar em casa de massagem?
Na Tailândia, existe uma escola chamada “Life School” onde aprendemos sobre massagem. Escolhi essa profissão porque consigo ganhar mais dinheiro com ela. Não era um sonho antigo, mas é uma forma viável de sustento para muitas mulheres tailandesas.
Quanto se pode ganhar trabalhando com massagem?
Depende. Se eu atendo dois clientes no dia, posso ganhar cerca de 200 baht por cada um. Mas se não tiver cliente algum, recebo 400 baht fixos do meu chefe. O valor varia muito dependendo do número de clientes, tipo de massagem e localização do estabelecimento.
Você sente preconceito por trabalhar em uma casa de massagem?
Não. Na verdade, acredito que cada pessoa tem o direito de escolher o que quer para sua vida. Algumas pessoas podem pensar coisas erradas sobre mim, mas eu não me importo. Trabalho com dignidade e respeito.
As pessoas têm uma visão errada sobre casas de massagem na Tailândia?
Sim, especialmente estrangeiros. Muitos acham que toda casa de massagem oferece “final feliz”, o que não é verdade. Algumas oferecem, outras não. Cada lugar é diferente. Na minha casa de massagem, por exemplo, não oferecemos esse tipo de serviço. Temos salas privadas apenas para conforto, não para fins sexuais.
Você já teve experiências engraçadas com clientes?
Sim! Uma vez, um cliente entrou e me perguntou se podia massagear os olhos dele. Eu achei aquilo muito estranho, mas entendi que ele só estava brincando. Já tive outros momentos engraçados, mas nenhum envolvendo sexo. As pessoas pensam demais nisso.
Você já recusou algum cliente?
Sim, já disse “não” algumas vezes. Se o cliente pede algo sexual, eu recuso na hora. Também já recusei por falta de respeito ou comportamentos estranhos. Não faço esse tipo de serviço e deixo isso bem claro.
Você se sente respeitada no seu trabalho?
Nem sempre. Muitos acham que por trabalhar com massagem, eu tenho relações sexuais com clientes, o que não é verdade. Alguns homens veem apenas o lado sexual da profissão, o que é frustrante. Eu trabalho, eu me esforço. Isso deveria ser respeitado.
Você já atendeu clientes brasileiros? O que acha deles?
Sim, já atendi alguns brasileiros. Sempre fui bem tratada e nunca tive experiências negativas. Acho os brasileiros muito gentis e simpáticos. Não gosto de julgar ninguém, então sempre tento ver o lado positivo das pessoas.
Mulheres tailandesas preferem estrangeiros?
Muitas pessoas acham que sim, mas a realidade é mais complexa. Algumas mulheres podem querer estrangeiros por dinheiro, mas isso acontece em qualquer lugar do mundo. Outras se relacionam com estrangeiros por amor verdadeiro. Se ela realmente ama, ela vai cozinhar, cuidar da casa, dos filhos e ainda ajudar nas finanças.
Qual a sua mensagem final para os seguidores?
Quero agradecer por ouvirem minha história. Sei que meu inglês não é perfeito, mas falei com o coração. Espero que entendam que massagistas são pessoas comuns, com sonhos, limites e dignidade. Se vierem para a Tailândia, respeitem nossa cultura e nosso trabalho.