Primeira vez nas ruas noturnas de Bangkok: uma experiência sem roteiro
Em minha caminhada pelas ruas de Bangkok, logo percebi que a noite na Tailândia tem uma energia única. Era a minha primeira vez explorando aquela região, e decidi registrar cada momento, sem filtro, com câmera na mão e curiosidade à flor da pele.
Durante o trajeto, fui abordado por diversas mulheres. As conversas aconteciam em inglês fragmentado, misturado com gestos, sorrisos e uma tentativa mútua de entender o outro. Em muitos casos, elas ofereciam companhia — algumas diretamente, outras com mais sutileza.
Abordagens inesperadas e conversas improvisadas
“What’s your name?”, “Where are you from?”, “Do you have a hotel?” — essas eram perguntas comuns. Ao responder que sou do Brasil, algumas reagiam com entusiasmo, outras apenas continuavam a negociação. Os valores eram ditos com naturalidade: 2.000 baht, 2.500 baht por hora. Em algumas ocasiões, elas diziam estar com fome e pediam comida antes de qualquer conversa mais profunda.
Embora o conteúdo dessas interações possa parecer polêmico, o que me chamou atenção foi a humanidade de cada momento. Elas riam, elogiavam, recusavam com educação ou insistiam com leveza. Mesmo em meio a um ambiente claramente voltado ao turismo adulto, havia respeito mútuo nas trocas.
Entre curiosidade e realidade
Não fui ali para fechar acordos, mas para entender a dinâmica. Falei que era minha primeira vez na rua, que só estava caminhando, tentando conhecer o lugar. Algumas aceitaram isso de boa, outras diziam que eu voltaria depois. Algumas prometeram esperar, outras apenas seguiram adiante.
As propostas vinham acompanhadas de elogios: “You are so beautiful”, “I like your face”, “Maybe we go together”. Tudo dito com um misto de timidez e estratégia, como parte do jogo que acontece todas as noites ali.
O lado humano por trás das vitrines
O que mais me marcou não foi o conteúdo das propostas, mas os olhares e a sensação de que essas pessoas vivem em uma engrenagem turística que gira sem parar. Em meio ao neon, aos bares e às promessas, havia também risos verdadeiros, histórias não contadas e muito mais complexidade do que se vê à primeira vista.
Conversei com garotas do Vietnã, da Tailândia e até de outros países da Ásia. Perguntei o nome, o horário que terminavam o turno, se gostavam de chocolate — algumas riram, outras apenas agradeceram e seguiram. Uma coisa era comum: todas sabiam exatamente como abordar, como negociar e como lidar com a incerteza de quem, como eu, só estava ali para observar.
Reflexões de um viajante em solo estrangeiro
Bangkok é intensa. É fácil se perder nas luzes e esquecer que por trás de cada proposta, existe uma história. Se você é curioso como eu, e gosta de explorar o mundo sem roteiro definido, saiba que caminhar por essas ruas pode ser tanto um mergulho cultural quanto uma aula sobre os limites entre curiosidade e respeito.
A experiência me mostrou que nem sempre precisamos aceitar um convite para entender o ambiente. Às vezes, basta caminhar com o olhar atento e a mente aberta.
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